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Um Ippon na evasão escolar: Vila Olímpica do Sampaio aposta no Judô para crianças e jovens
04/03/2016 - 15h01
Desde o início deste ano, a Vila Olímpica do Sampaio conta com novas atividades e vagas abertas para crianças, jovens e adultos. A instalação, administrada pela Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude (Seelje), traz uma novidade em seu cronograma: o judô. Com uma média de 40 alunos inscritos, as turmas são divididas nos períodos da manhã e tarde, às terças e quintas-feiras, porém, a meta até o fim do primeiro semestre é alcançar o número de 100 alunos inscritos na atividade.

– A arte marcial, assim como outras modalidades esportivas, também serve como ferramenta para a formação do indivíduo. A metodologia do judô trabalha o equilíbrio interno e externo dos alunos, preparando-os para exercerem diversas ações além do esporte – declarou Cristiano Gomes, administrador da instalação.

Devido ao grande índice de evasão escolar na região, o intuito principal é, através da disciplina, incentivar crianças e jovens a voltarem às salas de aula. A professora Mariane Batista, de 23 anos, falou sobre a importância da prática das artes marciais que, muitas vezes, é vista de forma diferenciada de outros esportes.

– Com a prática de lutas, pois assim como outros esportes, você trabalha a concentração, disciplina e melhora o condicionamento físico. Além disso, temos também a ideia de repassar os preceitos básicos de um lutador, como honestidade, companheirismo e a superação de limites São ensinamentos que vão além da prática da luta, que servem para a vida – disse a treinadora, que iniciou no judô aos quatro anos e dá aula desde os 14.

Incentivada pelo pai, que também é judoca profissional, Mariane já foi campeã brasileira e participou de diversos torneios nacionais e internacionais. Atualmente, ambos integram a equipe de treinadores das seleções brasileiras masculina e feminina da categoria sub-15.

Larissa Santos Ferreira, de nove anos, se mostra motivada em melhorar cada vez mais para que um dia se torne professora e repassar seus conhecimentos para outras pessoas.

– Desde que comecei no judô eu me dedico bastante e gosto muito. Quero continuar até ser profissional um dia e poder dar aula. Eu sempre tive esse sonho, pois meu pai luta Jiu-jitsu há bastante tempo e foi ele quem mais me incentivou – disse Larissa, que também se anima com as novas amizades que fez no tatame.

A faixa etária para a prática da atividade é entre sete a 16 anos. Evelin Oliveira, de 12 anos e Thiago do Nascimento, de 14, são moradores da região da Zona Norte, adeptos das artes marciais e alunos com ótimo rendimento no dojô. Em comum também, a visão do mundo a partir da prática do judô.

– Eu fiquei de queixo caído quando soube que era possível fazer judô aqui perto da minha casa. Eu via pela TV e achava que só existia no Japão. Era fora da minha realidade – disse Evelin, que, assim como Thiago, busca evoluir a técnica de chão.

– Além de trabalhar persistência e foco, hoje eu posso ver o judô como uma grande porta se abrindo, não só no esporte, mas também na vida – finalizou o jovem.


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